Galardões - Temporada 1: Resultados

 

              O pequeno auditório era iluminado com cadeeiros de baixa iluminação, tornando o ambiente mais reservado e intimista. O palco estava vazio, contrastando com as bancadas que se começavam a encher de rostos e personalidades animadas e bem conhecidas.

 

Na primeira fila, Victor, Gloria e Hop faziam-se acompanhar dos seus fiéis companheiros. Drizzile ocupava a cadeira confortável ao lado do seu Treinador, enquanto Scorbunny se sentava de forma sorridente no colo da gémea. Thwackey e o moreno, por sua vez, discutiam sobre alguma coisa, provavelmente, irrelevante.

 

Marnie e Bede estavam mais atrás. Aguardavam, em silêncio, o que ali se iria passar. Sonia e Magnolia também marcavam presença. A avó e a neta conversavam baixinho, enquanto os outros elementos ocupavam os seus lugares. Na fila a seguir, Leon sentava-se com Rose, que consultava o seu relógio e abanava a perna, pensando em todas as horas de trabalho que estava a perder. Milo, Nessa e Kabu também estavam presentes no auditório. Os três Líderes de Ginásio conversavam com entusiasmo, partilhando experiências e relembrando memórias vividas. Sordward e Shielbert sentavam-se numa fila mais afastada, acompanhados dos seus seguranças de proteção. Por fim, no fundo da sala, Carter e Gale observavam em redor, começando a pensar em alguma forma de arruinar aquela cerimónia.

 

Quando, por fim, as luzes do palco se acenderam, todos se voltaram para a frente. No entanto, nenhuma figura surgiu no local. Em vez disso, as colunas de som foram ativadas e, subitamente, começou a ouvir-se o som de um teclado a escrever. A confusão era clara nos rostos dos elementos presentes no local, mas, por fim, uma voz fez-se ecoar pelas quatro paredes.

 

- O-olá?

 

- Quem está aí? – rematou Gloria, desconfiada e visivelmente desconfortável.

 

- Sou eu. O vosso criador.

 

- Arceus?! – exclamou Victor, perplexo.

 

A voz riu-se pelas colunas.

 

- Não. Sou o Angie.

 

- Quem? – questionou Hop. – Não conheço ninguém com esse nome…

 

Todos os restantes presentes soltaram exclamações de concordância, instalando um murmúrio de surpresa na sala.

 

- Sou o escritor de Aventuras em Galar. A história a que todos vocês dão vida.

 

- Estamos todos a ter um sonho coletivo… - murmurou Sonia.

 

- Eu já não tenho idade para estas coisas! – reclamou Magnolia. – Já estou viva há demasiados anos para perceber que isto é a vida real e não uma história de fantasia.

 

- Lamento informar, mas todos vocês são personagens de uma história de ficção.

 

- O quê?! – o rosto de Bede contorceu-se.

 

- Mas não se preocupem… tudo isto está a acontecer apenas na minha imaginação. E, na realidade, não faz parte da história principal de Aventuras em Galar. É como se fosse uma narrativa à parte. Um conteúdo especial, se lhe quiserem assim chamar. Portanto, nenhum de vocês se irá lembrar que isto aconteceu.

 

- Mas, afinal, o que é que estamos a fazer aqui? – questionou Marnie.

 

- Ao longo das últimas semanas, os leitores de Aventuras em Galar estiveram a votar na primeira edição dos Galardões, a cerimónia que festeja as diversas temporadas da nossa, e da vossa, história. Foram criadas dez categorias distintas, de forma a selecionar as personagens e as narrativas que mais se destacaram ao longo da Temporada 1. E agora, finalmente, estamos aqui reunidos para receberem os prémios atribuídos.

 

- Peço desculpa, mas… será que podemos despachar isto? Eu tenho muitas coisas para fazer. – o tom condescendente de Rose invadiu a divisão.

 

- Concordo. – murmurou Leon.

 

- Muito bem. Vamos começar pela primeira categoria. Os nomeados para melhor protagonista foram Victor Walter, Gloria Walter e Hop Bennett. – o trio remexeu-se nas cadeiras, entreolhando-se de forma curiosa. – Os resultados ditam que o Galardão de melhor personagem principal vai para… Hop Bennett!

 

Os presentes no auditório aplaudiram a vitória do moreno. Os dois gémeos abraçaram o companheiro de viagem e Leon lançou exclamações de orgulho enquanto o seu irmão subia ao palco.

 

- Obrigado a todos os que votaram em mim… - afirmou, esboçando um sorriso. – Não consigo perceber exatamente porquê, mas espero que vos deixe orgulhosos, de alguma forma. Obrigado, também, aos meus queridos amigos. Victor e Gloria, sem vocês, eu não estaria aqui. E, claro, obrigado a todos os meus Pokémon, que confiam em mim e acreditam que eu posso chegar longe!

 

A audiência voltou a aplaudir enquanto Hop se sentava de novo ao lado de Thwackey.

 

- De seguida, temos a categoria que agrupa as personagens secundárias. O público podia votar entre Marnie, Bede, Leon e Sonia. Mas só um pode vencer o Galardão de melhor personagem secundáriaMarnie!

 

A jovem Treinadora de Spikemuth levantou-se da sua cadeira e caminhou até ao palco ao mesmo tempo que todos os presentes no auditório a aplaudiam. Marnie esboçou um grande sorriso, iluminada pela luz da ribalta.

 

- Melhor personagem secundária? Nunca iria imaginar… - riu. – Obrigado a todos os que votaram em mim. Tenho a certeza de que os restantes nomeados seriam tão merecedores deste prémio. Aproveito também para agradecer aos meus irmãos, Piers e Marley, e aos meus queridos Pokémon! Força Dark-Type!

 

- Parabéns Marnie! Sabias que também estiveste nomeada, juntamente com o Bede para a categoria que se segue? – a jovem revelou um ar de surpresa enquanto caminhava de volta para o seu lugar. – O Galardão de melhor rival vai para… Bede!

 

Mal Marnie se voltou a sentar, Bede levantou-se do seu lugar, recebendo uma palmadinha nas costas da jovem Treinadora. Todos saudaram a premiação do jovem rapaz. Os olhos de Rose pareciam brilhar enquanto via a sua grande aposta subir ao palco. Já Victor batia palmas em silêncio, com um olhar penetrante no rosto do adversário.

 

- Obrigado por reconhecerem o meu propósito. – o jovem deixou escapar uma curta gargalhada, olhando a plateia à sua frente. – Gosto de ser um rival. Um bom rival. Também é graças ao esforço dos meus Pokémon que o consigo fazer. Quero agradecer ao Presidente Rose por ter confiado em mim. Espero conseguir deixá-lo orgulhoso. – terminou, antes de sair do palco e dar uma rápida vista de olhos ao trio protagonista.

 

- Fui o único a sentir a tensão no ar? Ai… ai… por falar em tensão, em perigo, em alarme… Carter e Gale foram os nomeados para melhor vilão. Mas qual o membro da Team Yell que vai roubar o prémio? O Galardão de melhor vilão pertence a Gale!

 

Os aplausos do público foram escassos, quase ninguém pronunciou qualquer exclamação de entusiasmo enquanto Gale se levantava do lugar e caminhava em direção ao palco, onde se voltou para encarar todos aqueles que os seus planos já tinham prejudicado. Apenas Carter se mostrava feliz pela colega.

 

- É meu! – gargalhou de forma estridente. – Pela primeira vez, não tenho que roubar algo para ser meu… um verdadeiro objetivo alcançado! – exclamou, levantando a estatueta no ar. – Obrigado aos meus fãs, ao meu público, a todos aqueles que torcem pela Team Yell. Nós sabemos que vocês estão aí, nós ouvimos-vos e nós gritamos por vocês! Nunca desistam!

 

- É isso mesmo! – gritou Carter do fundo do auditório.

 

- As peripécias da Team Yell prejudicam sempre o rumo das nossas personagens, mas isso não quer dizer que o público não goste de ver um momento com mais drama e ação, não é verdade? – Gale voltou a rir enquanto fazia o caminho de regresso ao seu lugar. – Na próxima categoria, foi reunido um leque de personagens bastante interessante. Leon, Rose, Magnolia, Sordward e Shielbert estiveram a disputar o papel mais revolucionário da Temporada 1 de Aventuras em Galar. E o público decidiu que o Galardão de melhor personagem revelação vai para… Leon!

 

- A que custo? – murmurou Sonia, revirando os olhos.

 

Leon levou alguns segundos até se levantar da cadeira. Todos o aplaudiram,
á exceção do trio protagonista e de Sonia, os únicos elementos da plateia que tinham conhecimento do seu segredo.

 

- Obrigado. – murmurou, assim que chegou ao palco. O seu olhar recaiu sobre o rosto inexpressivo de Hop. – Espero que seja uma revelação positiva para todos. – falou, deixando escapar um riso nervoso. – Obrigado a todos, mais uma vez.

 

O Campeão de Galar, invencível e sempre pronto para enfrentar os seus medos, parecia estar sem palavras para agradecer a premiação do público. O jovem regressou ao seu lugar, recebendo um forte abraço de Rose e um aceno cordial de Sordward e Shielbert.

 

- Fica a pergunta se esta é, de facto, uma revelação positiva ou negativa.

 

- Eu posso responder a isso… - murmurou Hop entre dentes.

 

- Milo, Nessa e Kabu foram os Líderes de Ginásio responsáveis por dificultar a vida das nossas personagens durante esta temporada da história. O público decidiu que o Galardão de melhor Líder de Ginásio pertence ao ardente Kabu!

 

O homem levantou-se do seu lugar, cumprimentando os seus colegas de profissão com um ar sorridente. De seguida, correu até ao palco, demostrando a todos a sua boa forma física.

 

- Obrigado, pessoal! – exclamou, recebendo aplausos de todos os presentes. – É preciso trabalhar muito para a nossa prestação ser reconhecida e conseguir chegar até aqui. A minha missão como Líder de Ginásio de Motostoke é preparar os jovens Treinadores para os desafios do futuro, fazer com que todos consigam aprender algo sobre si mesmos e, obviamente, defender a força dos Fire-Type até ao fim! – afirmou com toda a garra.

 

O homem saltou do palco e regressou ao seu lugar, cumprimentando pelo caminho os jovens Treinadores que o tinham enfrentado ao longo da temporada.

 

- Mas não ficamos por aqui. O público também teve a missão de decidir qual o confronto de ginásio mais memorável desta temporada. Entre Hop VS Milo, Victor VS Milo, Gloria e Hop VS Nessa e Victor, Gloria e Hop VS Kabu, a disputa foi bastante renhida, assim como estes combates! – os protagonistas e os Líderes de Ginásio entreolhavam-se ansiosos, relembrando os momentos dramáticos passados. – O Galardão do melhor confronto de Ginásio vai para… Gloria e Hop VS Nessa!

 

A modelo e os dois companheiros de jornada levantaram-se das suas cadeiras, subindo ao palco e abraçando-se em conjunto. Os seus rostos transmitiam felicidade e orgulho.

 

- Apesar de ter perdido, é bom saber que esta foi a batalha mais memorável da temporada. – brincou Nessa. – Graças a todo o esforço destes dois jovens, mas também aos nossos Pokémon, responsáveis por darem vida a uma disputa tão acesa, que tão cedo ninguém irá esquecer.

 

- Foi a primeira Badge que consegui vencer, portanto isto tem um grande significado para mim e para a minha equipa! – agradeceu Gloria.

 

- O meu Pokémon Inicial evoluiu durante este confronto. – Hop sorriu, apontando para Thwackey, que acenava com o seu tronco de madeira. – Obrigado pelo reconhecimento!

 

Os três premiados desceram do palco, voltando a ocupar os seus lugares na audiência.

 

- Estamos quase a chegar ao fim desta premiação. Mas antes, vamos voltar a atenção para os Pokémon que também fazem parte da narrativa, verdade? Sobble, Scorbunny, Grookey, Morpeko e Impidimp disputaram o lugar de melhor Pokémon Inicial. No final, o vencedor do Galardão de melhor Pokémon Inicial pertence ao Sobble de Victor!

 

O protagonista e o Water-Type caminharam em conjunto para o palco, recebendo o aplauso de todas as personagens ali presentes.

 

- Na verdade, agora é Drizzile, Angie… - brincou Victor. – Mas, tudo bem. A relação que eu e o Sobble criámos foi, desde início, muito forte. E penso que isso se traduziu no poder que agora está reunido no corpo de Drizzile. Certo, amigo? – o Pokémon deixou soltar exclamações de felicidade, evolvendo o corpo do jovem à volta dos seus membros. – Obrigado!

 

- A relação entre estes os dois é inegável.

 

- Eu tenho a certeza de que o público também te adora, Scorbunny. – murmurou Gloria, acariciando o pequeno coelho de fogo que limpava as lágrimas com a sua pata.

 

- Finalmente, chegámos à última categoria. O Galardão de melhor Capítulo era de resposta aberta, dando a total liberdade para qualquer pessoa escolher o seu momento favorito da Temporada 1. Contudo, a resposta do público foi quase unânime. O Capítulo 25 vence esta categoria!

 

O trio protagonista cruzou olhares antes de se voltar a levantar. Sonia ergueu-se da cadeira, caminhando na direção do palco, sendo seguida por Leon de cabeça baixa.

 

- Bem… parece que vocês gostam mesmo de um bom drama, não é? – a jovem pesquisadora questionou num ar irónico.

 

- Ou de um bom mistério. – Gloria encolheu os ombros.

 

- De uma disputa acesa entre irmãos. – interveio Victor.

 

- Ou então adoram ver-me sofrer psicologicamente. – lamentou-se Hop.

 

- Oh, vá lá… vocês vão mesmo ficar chateados comigo para sempre? Eu já vos disse que não o fiz por mal…

 

- Mas porque é que estão chateados com o Leon? – a voz de Rose fez-se ouvir do meio do público.

 

- O seu querido Campeão guarda um segredo obscuro... – afirmou Sonia.

 

- Chega! – todos se calaram de súbito, respeitando as ordens da voz que se fazia ecoar pelo local. – Não vão arruinar a primeira cerimónia dos Galardões. Nem pensem. E a verdade é que, aqui, sou eu quem manda. Vocês dizem e fazem aquilo que eu imaginar. Portanto, acabou-se.

 

As luzes do auditório apagaram-se e os corpos das personagens desaparecem todas em simultâneo. Agora ouvia-se apenas o som do teclado que redigia palavras.

 

Angie observava a tela do computador à frente dos seus olhos. Depois de guardar o documento do Microsoft Word, encerrou a aplicação e abriu uma pasta chamada “Capítulos”. Os seus olhos desceram pela tela, até encontrarem as palavras “Temporada 2”. Em silêncio, o jovem escritor esfregou os olhos e passou os seus dedos pelo cabelo despenteado, permanecendo com um ar pensativo. Estava na hora de começar a trabalhar no futuro.



Galardões

 


            Galardões é a cerimónia de prémios especial de Aventuras em Galar. Após a conclusão de cada temporada, são criadas diversas categorias com diferentes nomeados, onde só um pode sair vencedor. A decisão fica do lado dos leitores. Uma celebração especial. única e inesquecível.

Temporada 1

Galardões - Temporada 1: Categorias e nomeações

 


              A noite já ia a meio quando Angie se sentou na sua secretária. A organização do espaço contrastava com a confusão que existia no interior da cabeça do jovem escritor, que ligava o seu disco externo ao computador. Depois de uma, duas e três tentativas, o pequeno cabo, que já revelava algumas marcas de guerra, lá se posicionou de forma a conectar-se ao portátil.

              Eram várias as pastas que por ali existiam – todas com nomes, tamanhos e formatos distintos – não fosse Angie uma pessoa de variadíssimas curiosidades. O jovem selecionou a pasta “Aventuras em Galar” e, de imediato, uma onda de pastas surgiu. O seu olhar passou por todas elas, parando numa em particular. Havia algo de diferente nela. A sua data era a mais recente.

              “Galardões” – era assim que se chamava a pasta selecionada. Existia apenas um ficheiro em formato Microsoft Word com o título “ideias???”. Era uma simples página em branco, com pequenas frases soltas espalhadas sem grande sentido. O jovem observou o ecrã do portátil em silêncio. Parecia debater-se consigo mesmo.
 
              - Devo fazer isto?

             - Achas que alguém vai querer saber? – ecoou uma voz na sua subconsciência.

            - Eu não sei… mas gostava de o fazer. Era uma maneira engraçada de celebrar a conclusão da primeira temporada de Aventuras em Galar. Certo?

              - Deixa-te disso e começa a escrever novos capítulos!
 
              O rapaz esfregou os olhos e abanou a cabeça em protesto.
 
              - Vou fazê-lo.

              - Mas o Canas já fez isso em Aventuras em Sinnoh. The Omascar! Essas sim eram celebrações a sério… sabes, ainda durante a era dos blogs.

              - Eu sei… eu já existia nessa altura. E, na verdade, os Galardões não passam de uma adaptação da ideia original.

              - Cópia falsa, é o que é…

              - Eu até pedi ao Canas para me dar alguns conselhos e sugestões. Não devo fazer mais de dez categorias. E devo incluir personagens, mas também Pokémon, é claro.

              - E que categorias vão ser? Aposto que ainda nem sabes…

          - É claro que sei! Primeiro, devemos começar com “Melhor personagem principal”. Aqui a disputa será entre o trio protagonista, é claro.

              - E que mais?

              - “Melhor personagem secundária”, “Melhor rival” e “Melhor vilão” também não podem faltar.

              - É verdade, ao longo da primeira temporada houve disputas interessantes…

              - Por isso mesmo, também pensei nas categorias “Melhor Líder de Ginásio” e “Melhor confronto de Ginásio”. Sendo que cada um se destacou de maneira diferente, penso que é interessante avaliar essa distinção.

            - Na verdade, eu só queria que o Milo e a Nessa surgissem mais vezes juntos…
 
              Angie passou as mãos pelo cabelo, tentando concentrar-se novamente.
 
             - “Melhor personagem revelação” foi uma categoria sugerida pelo próprio Canas.

              - Mas que raio é isso?

              - É uma oportunidade para deixar brilhar algumas personagens que foram deixadas um pouco lá atrás. Mas que brilharam à sua maneira. E continuarão a fazê-lo no futuro, penso eu.

              - Está bem, está…

              - E claro, “Melhor Pokémon Inicial” não podia faltar.

              - Isso é óbvio. É…

            - As decisões ficam para os leitores. As últimas categorias são de resposta aberta. Estou curioso para ver como irão funcionar por isso mesmo. Quem votar terá de decidir a “Melhor relação entre Treinador e Pokémon” e o “Melhor Capítulo”.

              - Isso é tudo muito bonito… mas qual vai ser a duração das votações?

               - As votações estarão abertas de 15 de abril a 15 de maio. Um mês inteiro.

            - Esse tempo todo é só porque não queres passá-lo a escrever novos capítulos, não é? Que grande Snorlax…

              - Agora só resta esperar para perceber a reação e o interesse das pessoas. No fundo, esta é uma forma de compreender a opinião dos leitores relativamente à primeira temporada de Aventuras em Galar. Portanto, espero que gostem da ideia…



3 anos de Aventuras em Galar

Todos os direitos reservados ao autor.
Fonte: Pinterest

 

Feliz aniversário!

 

              2019 foi o ano em que teve início esta jornada. E que bonita que ela está a ser. Juntos, continuamos a viajar pelas localidades de Galar, conhecemos pessoas, enfrentamos desafios, fazemos amizades e crescemos em conjunto. É tudo isto que Aventuras em Galar significa para mim.

 

              É com muito orgulho que todos os anos dedico algum do meu tempo a escrever e a alimentar o meu mundo imaginário. Da mesma forma, também adoro sentar-me descontraidamente na minha secretária para escrever, anualmente, mais uma passagem neste caderno digital. A verdade é que aqui tudo fica registado para mais tarde recordar. E desde que Aventuras em Galar se estreou, o mundo não parou de girar.

 

              Já atravessámos uma pandemia mundial (que continua presente, apesar de muitos pensarem que não); a crise climática continua a revelar o lado mais negro e egoísta do ser humano; e, mais recentemente, a eclosão de uma guerra europeia que ameaça a segurança de famílias infinitas. Às vezes, no meio de todo este caos, é inevitável não nos sentirmos pequenos, inúteis, insignificantes. No entanto, aqui sei que posso ser eu. E que posso ser feliz na minha imaginação. E por mais que isso não seja realidade, de uma certa maneira, transmite-me calma e serenidade. Este é o meu refúgio.

 

              A verdade é que os últimos meses não têm sido muito produtivos no que toca à escrita. A minha cabeça tem andado demasiado ocupada com projetos no mundo real, nomeadamente o meu mestrado. Estou a descobrir novas características sobre mim mesmo que eu próprio desconhecia. Pela primeira, estou a morar fora da casa dos meus pais, o que é sinónimo de independência, mas, ao mesmo tempo, de muita disciplina e organização. Fazer as minhas refeições, tratar da casa, ir às aulas, estudar, trabalhar e ter uma vida social. Tudo isto ao mesmo tempo. Às vezes é esgotante e a única vontade que tenho é não sair da cama. Mas sei que lá fora tenho todo um mundo à espera de ser descoberto. É isso mesmo, eu sou o protagonista da minha própria história.

 

              Apesar da continuação da história de Aventuras em Galar se encontrar em stand-by, estou a preparar uma celebração especial para os próximos meses. O primeiro semestre de 2022 irá trazer algumas surpresas para Aventuras em Galar! E talvez, na segunda metade do ano, voltemos à estrada com os nossos protagonistas. Quem sabe?

 

              Resta-me agradecer a toda a equipa da Aliança Aventuras, que me tem acompanhado nesta viagem inesquecível. E, está claro, aos leitores que por aqui permanecem. Sem vocês, nada disto seria possível, nem sequer faria sentido!

 

Feliz Aniversário, Aventuras em Galar!

Filme: Moonlight

 


            “Moonlight” é um filme escrito e dirigido por Barry Jenkins. A adaptação da obra “In Moonlight Black Boys Look Blue”, de Tarell Alvin McCraney, estreou em 2016, vencendo uma série de distinções por todo o mundo, nomeadamente o Óscar de Melhor Filme e o Óscar de Melhor Roteiro Adaptado, em 2017. A longa-metragem conta a história de autodescoberta de Chiron, um rapaz negro que vive em Miami, em 1980 – uma época que ficou marcada nos Estados Unidos da América pelo uso de drogas e vários tipos de violência associados a substâncias ilícitas. O filme está dividido em três partes distintas, que ilustram a jornada de vida de Chiron, explorando temáticas sociais, raciais e ligadas à sexualidade.

Poster de "Moonlight", filme de Barry Jenkins.

            “Little”, o primeiro arco da história, tem início com um enquadramento bastante simbólico. O carro azul de Juan (Mahershala Ali) é o primeiro objeto apresentado ao espectador. O automóvel, que simboliza o caminho e a viagem que está prestes a ser contada, é colorido de azul, uma cor presente ao longo de todo o filme e que, nesta história, remete para a realidade, verdade e genuinidade de cada pessoa. A câmera que acompanha Juan ao longo desta sequência movimenta-se de forma calma e suave, revelando, aos poucos, o ambiente à sua volta – um bairro nos subúrbios de Miami, onde acontece o tráfico de drogas. A forma como a própria câmera se desloca reflete a personalidade de Juan, um homem forte, destemido e confiante, que lidera toda a cena ao interagir com os jovens traficantes que trabalham para si.


            O tom altera-se quando a câmera acompanha uma criança que corre enquanto foge de um grupo de rapazes. A agitação e o desfoque da imagem refletem o medo e a insegurança que o menino sente até se refugiar no interior de uma casa abandonada. É neste momento que, lá fora, os bullies se fazem ouvir, “enchendo” a cabeça do rapaz de sons agudos e desconhecidos, transmitindo uma sensação de perigo para o público. É neste momento que Juan entra em cena. De início, a criança afasta-se do desconhecido, relutante e desconfiada, no entanto, o homem convence o menino a acompanhá-lo até um café, onde come uma refeição. A criança mantém uma postura defensiva durante toda a cena, aparecendo de cabeça baixa e em silêncio enquanto Juan tenta apurar informações sobre a sua identidade. Ao longo da cena, o enquadramento vai-se fechando cada vez mais, à medida que se aproxima das duas personagens, sendo que o plano individual de cada uma delas se vai alterando em cortes sucessivos, representando a falta de interação e intimidade entre os dois.
            É em casa de Juan que a personagem Teresa (Janelle Monáe) é apresentada, como uma jovem mulher simpática, responsável e amável. É na sua presença que a criança revela a sua identidade. O seu nome é Chiron (Alex Hibbert), no entanto, os rapazes da sua escola tratam-no como Little – nome que intitula a primeira parte do filme –, de forma depreciativa. É nesta cena que, pela primeira vez, o espectador ouve a voz de Chiron e conhece o seu nome – o facto de o público receber estas informações ao mesmo tempo que as outras personagens em cena, faz a audiência sentir-se dentro do próprio filme, criando uma sensação de imersão na história. É também neste momento que a câmera se começa a movimentar de forma mais fluída e contínua entre as várias personagens sentadas à volta da mesa, transmitindo a ideia de aproximação.
            Quando Juan leva Chiron até casa, o público conhece Paula (Naomie Harris), mãe do menino. Pelo seu discurso e postura, aquela não é a primeira vez que o rapaz desaparece ou passa a noite fora, revelando uma relação disfuncional entre os dois familiares. A mulher rejeita a ajuda de Juan e pede-lhe para se afastar do seu filho, revelando a grande necessidade de controlo sobre o pequeno Chiron, sem, no entanto, ter capacidades para tal. Este é o grande dilema de Paula ao longo do filme: a personagem navega entre ser uma boa mãe para o seu filho, enquanto lida com a dependência de drogas.
            Kevin (Jaden Piner) é o único amigo de Chiron. Numa cena onde o grupo de rapazes é apresentado, Chiron é avistado à parte, num plano isolado. No entanto, mais tarde, Kevin aproxima-se do menino, aconselhando-o a não se deixar intimidar pelos outros. Esta é a primeira interação de uma relação íntima entre as duas personagens.
            Segue-se uma das cenas mais simbólicas de todo o filme. Na praia, Juan ensina Chiron a nadar no mar. “Hey, I got you lil' man, I got you”, garante o homem mais velho enquanto enumera os passos à criança. No entanto, neste momento, Juan não está a ensinar Chiron apenas a nadar. Juan também o conforta, garantindo-lhe que estará ao seu lado para o resto da vida, auxiliando-o em tudo aquilo que for necessário. Nesta cena, a câmera está colocada à altura da água, fazendo com que o público se sinta presente no local, ao mesmo tempo que a banda sonora de Nicholas Britell se intensifica, exponenciando o valor simbólico de toda a sequência. O momento demonstra também a complexidade da personagem de Juan: para além de ser o líder destemido de uma rede de tráfico de droga, consegue também ser uma figura paternal com uma certa vulnerabilidade. A cena continua fora de água, onde Juan conta, com o som de fundo da maré e da brisa do mar: “This one time... I ran by this old, old lady (…) In moonlight’ she say, ‘black boys look blue. You blue,’ she say.” É este o diálogo que dá título ao filme e serve de mote para toda a história. Na realidade, a luz do luar e a cor azul significam ser verdadeiro, sincero e genuíno. Este é o grande desejo e debate interno de Chiron, assim como das outras personagens durante toda a longa-metragem.


            A segunda parte de “Moonlight”, “Chiron”, apresenta a personagem principal na fase da adolescência. É em casa de Teresa que se percebe que, durante o time jump entre os dois arcos, Juan morreu, pelo que o principal apoio emocional do jovem Chiron (Ashton Sanders) já não se encontra presente, o que faz com que o adolescente se sinta cada vez mais desorientado e perdido. É durante uma troca de palavras com Teresa que o jovem explica que não quer ser mais tratado pelo nome de Little, pelo que a mulher responde: “(…) you right, that ain’t no name for you no more. That ain’t you. But if you wanna be somethin’ different, you gotta earn it, you gotta make your name true, understand?” Com isto, Teresa quer dizer que, de forma a fazer jus ao seu nome, Chiron deve demonstrar a pessoa que realmente é, sem ter medo do que aqueles à sua volta possam achar. Para além de intitular o segundo arco da história, esta ideia surge na sequência de que Juan era o principal confidente do jovem. Neste momento, parece que Teresa continua o legado deixado pelo seu companheiro.
            Paula volta a ser encontrada quando Chiron regressa a casa. Nesta cena, aquilo que a câmera mostra não está sincronizado com o áudio que é ouvido. Ou seja, o plano mostra o rosto da mãe do jovem a sorrir, no entanto, a sua voz sobrepõem-se ao que é visto, demonstrando o estado mental da personagem – claramente embriagada e drogada. A sequencia prossegue para Paula a extorquir dinheiro ao próprio filho, num ato de desespero e violência emocional e física. O posicionamento da câmera entre os dois atores dá a sensação de que o espectador está fisicamente presente no local com as duas personagens, tornando a discussão encenada bastante realista.
            Desamparado, Chiron refugia-se onde se sente realmente confortável: na praia. É à noite, debaixo do luar e junto ao mar, enquanto ouve a maré e a brisa do oceano, que o jovem reencontra o seu amigo Kevin (Jharrel Jerome). Os dois conversam sobre a brisa: “Sometimes round the way, where we live, you can catch this same breeze. It come through the hood and it’s like everything stop for a second ‘cause everybody just wanna feel it. Everything just get quiet, you know?”, afirma Kevin, seguido por Chiron: “And its like all you can hear is your own heartbeat, right?”. Os dois rapazes partilham as suas inseguranças porque, no fundo, sentem-se confortáveis um com o outro. Chiron chega mesmo a dizer: “I cry so much sometimes I think one day I’m gone just turn into drops.”, revelando a sua vulnerabilidade para Kevin. É neste seguimento que os dois partilham um momento mais íntimo e a personagem principal tem a sua primeira experiência sexual. É de notar que toda a transparência e genuinidade demonstrada ao longo desta sequência ocorre sobre a luz do luar, a luz azul, que remete para o mote inicial de todo o filme – ser genuíno e estar em sintonia com a nossa realidade.


            A narrativa continua a desenrolar-se, desta vez com a ajuda dos bullies de Chiron, que obrigam Kevin a espancar o seu melhor amigo. As agressões ocorrem à luz do dia, no pátio da escola, onde todos os alunos estão presentes. Quando Chiron é espancado pelo grupo de rapazes, a câmera fica desfocada e o som desaparece por completo. De certa maneira, é neste momento que a personagem de Chiron “morre”, sendo substituída por uma nova versão do rapaz. Versão essa que, consumida pelas suas emoções, é responsável por agredir Terrel (Patrick Decile) com uma cadeira no interior da sala de aula.
            O último arco da história tem o nome de “Black”. É assim que, enquanto adulto, Chiron (Trevante Rhodes) é conhecido nas ruas. Fisicamente mais forte e bastante semelhante a Juan, Chiron lidera uma rede de tráfico de droga, exercita o seu corpo para reprimir as suas emoções, vive sozinho e mantem uma relação afastada com a sua mãe abusiva. Ao longo dos diálogos, é revelado que, durante o time jump entre a segunda e a terceira parte do filme, Chiron foi preso por agredir o seu próprio agressor. Depois de cumprir a sua pena, o caminho trilhou-se de forma automática para as ruas da cidade. Parece que, no fundo, a pequena criança tornou-se naquilo que mais temia, reprimindo, ao mesmo tempo, a sua verdadeira essência, a mesma que a sociedade teima em não aceitar. No entanto, tudo parece mudar numa noite em que Chiron recebe a chamada de um velho conhecido. Do outro lado da linha, a voz de Kevin faz-se ouvir ao mesmo tempo que a expressão facial e a postura corporal de Chiron se transformam, passando de um tom mais ereto e rijo para uma forma mais emocional e vulnerável, à medida que o plano se vai fechando no rosto do ator, transmitindo todas as sensações para a audiência.
            A última vez que Paula surge na película revela uma faceta completamente diferente daquela explorada até então. Agora a viver num centro de reabilitação, a mãe de Chiron mostra-se arrependida e magoada com o passado e com todo o sofrimento que causou ao próprio filho: “I messed up baby. I fucked it all up, I know that. But yo’ heart ain’t gotta be black like mine, you hear me? I love you baby. I do, I love you Chiron. You ain’t gotta love me, lord knows I didn’t have love for you when you needed it, I know that. So you ain’t gotta love me but you gon’ know that I love you, you hear?” Esta é uma das cenas mais marcantes da longa-metragem, graças à performance apresentada pelos dois atores, responsáveis por transmitirem todas as emoções necessárias para o público que, sem se aperceber, sente que está, de facto, presente no mesmo local que as personagens. Os ângulos por cima dos ombros e os planos fechados, próximos dos rostos das personagens, também ajudam a criar o efeito de proximidade e contacto com a audiência.Esta é também a tentativa de Paula se redimir ao próprio filho, maltratado e abandonando durante grande parte do seu crescimento. No entanto, a mulher acredita que Chiron possa ser melhor que ela, melhor do que aquilo em que ele se transformou enquanto “Black”.


            A história segue e Chiron faz-se à estrada, viajando em direção a Kevin (André Holland), que o recebe no seu próprio restaurante. Quando os dois homens cruzam olhares pela primeira vez depois de longos anos sem se verem, a imagem volta a ficar desconcertada com o áudio emitido, revelando o choque e a hipnose sentidas por ambos. Os dois percebem que estão diferentes e demonstram surpresa relativamente aos rumos tão distintos que as suas vidas levaram. Se, por um lado, Chiron foi preso e se tornou num chefe de tráfico de droga, Kevin teve um filho e abriu o seu próprio restaurante. No entanto, apesar de todas as alterações nas suas vidas, a intimidade e a segurança que antigamente sentiam um com o outro parece continuar presente tanto tempo depois. À pergunta de Kevin “You remember the last time I saw you?”, Chiron responde “For a long time, tried not to remember. Tried to forget all those times. The good... the bad. All of it.”, confessando que, por mais que tentasse fugir do passado, ele arranjava sempre uma forma de voltar para si, tal como naquele momento, onde voltava a reencontrar o seu velho amigo. É então que, finalmente, o protagonista do drama deixa o seu escudo de proteção cair, revelando num nível máximo de vulnerabilidade “You’re the only man who’s ever touched me.”, enquanto, no fundo, ondas do mar se voltam a fazer ouvir, acompanhadas pela brisa do oceano – a representação da luz do luar e da cor azul, ambos símbolos de honestidade e genuinidade. Os dois homens adultos acabam por cair nos braços um do outro, apoiando-se e auxiliando-se entre si, deixando os seus verdadeiros sentimentos saírem, finalmente, em liberdade. Parece que, por fim, “Little”, “Chiron” e “Black” se encontraram a si mesmos. Esta última cena da película é bastante curiosa. Apesar de se ouvir a maré do oceano, que simboliza a verdadeira identidade de cada pessoa, e de, finalmente, Chiron se entregar a Kevin, a iluminação do local é bastante escassa, quase escura. Parece que, apesar da personagem principal ter revelado a sua vulnerabilidade e os seus sentimentos genuínos, se continua a esconder do resto do mundo, tal como aconteceu durante toda a sua vida.


            O último plano da longa-metragem revela Chiron em criança, voltado para o mar e de costas para a câmera. A tela é pintada de azul, à medida que a brisa da maré se continua a ouvir e o pequeno rapaz se vira, observando o próprio público, como se estivesse a questionar “E tu? Qual é o teu verdadeiro eu?”.


            “Moonlight” é uma obra de arte altamente simbólica, subjetiva e introspetiva. A densa narrativa completa-se com os diálogos ricos e profundos entre personagens que apresentam várias camadas e, apesar de serem fictícias, graças ao alto desempenho de todo o elenco, se tornam reais e genuínas, engolindo o público para o interior da narrativa. Esta não é uma história sobre a dependência de drogas, a homossexualidade, a pobreza, o bullying ou os maus-tratos familiares. É uma história sobre o próprio crescimento individual e como as várias fases da vida se sucedem e influenciam umas às outras, quer por motivos externos ou por razões internas.

                                                       Nota: ⭐⭐⭐⭐


Notas do Autor - Capítulo 25



CAPÍTULO 25

Erros do passado


Fim da primeira temporada


              Chegámos ao último capítulo da primeira temporada de Aventuras em Galar! Meu Arceus, nem parece verdade! E pensar que o prólogo foi publicado em janeiro de 2020. E agora, quase dois anos depois, estamos a encerrar a primeira temporada desta grande aventura. E isto é apenas o começo! Há muito mais para vir! Eu adorei todo o percurso até então e não podia deixar de estar mais orgulhoso de todo o trabalho realizado. Acredito que cresci muito ao longo deste processo, com a ajuda de todos os membros da equipa da Aliança Aventuras e os feedbacks dos queridos leitores. Muito obrigado!

 

Toxel


              Pensavam que eu me tinha esquecido do ovo de Victor? Confesso que, enquanto escrevia alguns capítulos, me esquecia de o mencionar. Oops! No entanto, lá voltei atrás e resolvi esse problema. No entanto, não tinha encontrado qualquer oportunidade mais cedo para o fazer eclodir. Então, acabou por ser neste momento. E acho que acabou por funcionar de forma positiva, fazendo a ligação com a chegada de Sonia até ao grupo.

              O que acharam desse pequeno Toxel? Sei que ainda é muito cedo, mas já alguém tem palpites sobre a sua natureza, que terá impacto na forma da sua evolução?

 

Jantar de despedida


              Desde que iniciei a temporada sabia que era assim que queria que ela terminasse. Um pequeno jantar de despedida, disfarçado de celebração, é claro. Os três pratos mencionados foram adaptados da gastronomia tradicional inglesa (obrigado Google), misturando com alguns Pokémon que acho icónicos. Claramente, a Sonia teria de ser a vegetariana do grupo.

              Entre conversas paralelas, rapidamente o momento é conduzido para a intriga entre Leon e Sonia, que está presente desde o início da história. No entanto, apenas agora conseguimos perceber a razão por de trás de tudo o que aconteceu.

 

Flashbacks


              Aí está. É através de vários flashbacks do início da jornada de Leon e Sonia que percebemos tudo aquilo que aconteceu. Leon queria apresentar Sonia a Wild, no entanto, quando chegaram ao local, os episódios do último capítulo de Wild já se tinham sucedido e, como tal, a criança já estava morta.

              Ao encontrarem o corpo sem vida, no entanto, as reações dos dois jovens são distintas. Leon, escolhe fugir, com medo de que aquela situação prejudique a sua carreira, enquanto Sonia decide afastar-se das luzes da ribalta, ajudando a pobre criança morta. É isto o centro da questão: a vida ou a morte, ajudar ou ignorar quem precisa de ajuda, ser verdadeiro ou falso.

              Acredito que este seja um capítulo marcante para a história de Aventuras em Galar e para o desenvolvimento de cada uma destas personagens. Até mesmo para os leitores, que agora têm outra perspetiva sobre o que aconteceu entre Leon, Sonia e Wild.

              Espero que tenham curtido de todo esse drama. Para mim foi super interessante “montar” esse capítulo, viajando entre presente e passado e apresentado as várias perspetivas e sentimentos das personagens.

              É tudo! Até à próxima temporada!




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