Wild | Capítulo 2 - Notas do Autor
Olá aventureiros!
Bem-vindos a
“Wild”, uma magnífica história onde um pequeno ser humano é acolhido por um
grupo de Pokémon selvagens que desafiam as barreiras da amizade e do amor.
Neste
segmento mais informal, falo sobre os temas de cada capítulo, revelo várias
curiosidades e levanto algumas suposições para o capítulo seguinte.
A caverna
Uma caverna
no meio da Wild Area foi o local escolhido por Susan, George e Tommy para se
abrigarem da grande tempestade do capítulo anterior, acabando por permanecerem
e passarem o primeiro ano de vida de Wild no mesmo local.
Se pensarmos
bem, é um bom abrigo: tem a proteção da montanha e das rochas e, no seu
interior, tem vários lagos e riachos, que fornecem água para a sobrevivência do
grupo. Eles só tinham de explorar o exterior da caverna para procurar comida ou
alguns itens que fossem necessários.
Mas, como é
óbvio, o bem não dura para sempre. E uma boa gruta, como aquela, chama a
atenção de outras criaturas que procurem também um abrigo.
Wild consegue comunicar com Pokémon?
Em apenas 10
capítulos é um pouco complicado relatar a história de vida e o crescimento de
uma criança. Como tal, saltos no tempo serão bastante utilizados em
“Wild”. É de sublinhar que, do Capítulo 1 para o Capítulo 2, houve um salto
temporal de um ano. Portanto, o recém-nascido do capítulo anterior é agora
um bebé de um ano.
E é claro
que num ano, muita coisa acontece! E, no seu dia-a-dia, Wild interage e
comunica diretamente com a sua família Pokémon, a que ele se adapta. Então,
será que ele sabe realmente comunicar com Pokémon? Ou só com os elementos da
sua família?
A evolução de Susan
Don’t
come for me!
Eu sei que,
tradicionalmente, o Capítulo 2 é “demasiado cedo” para uma evolução, mas
percebam que se passou 1 ano! E a Caterpie é um Pokémon que evolui nos seus
primeiros níveis de estágio! Portanto sim, a Susan evoluiu a lutar pela sua
família. Vemos gradualmente a verdadeira guerreira e defensora que ela é. Assim
como a forte relação que ela tem com Wild, que a considera como mãe.
Quantos Pokémon têm o luxo de serem considerados como tal? Poucas, eu acho!
Ainda
relativamente à sua evolução, essa foi uma das principais causas do combate contra
Rhydon ter um desfecho tão negativo para o grupo. E a própria Susan não é
grande admiradora da sua nova forma, portanto, isso será, sem dúvida, um
dos temas que serão retratados nos próximos capítulos.
Pessoalmente,
acho que é dos temas que deveria ser mais representado. A evolução Pokémon. Não
só o facto de evoluir, mas todo o processo e mudança. Lembro-me vagamente de um
episódio do anime Pokémon em Sinnoh, onde o Piplup de Dawn não queria evoluir
porque não queria mudar a sua forma física, se não me engano. É um pouco isso
que eu espero poder representar e relatar, através do ponto de vista de Susan,
que agora está presa no seu casulo.
Peter, um novo amigo
A nova
personagem introduzida neste capítulo é um ingénuo e simpático Bunnelby, de
nome Peter. Eu sempre achei este Pokémon muito simpático, com uma aparência
bastante amigável e, como tal, queria trazê-lo para a história.
Começando
como uma ameaça para o grupo, rapidamente Peter se apercebe do grave erro que
cometeu, ao meter a vida de uma criança em risco. Mas, ao tentar convencer o
seu grupo de “amigos” a mudar de opinião, ele é facilmente descartado. E é aí
que percebemos que ele é um dos nossos!
Sendo sempre
rejeitado e usado pelo grupo de Machoke e Rhydon, Peter decide juntar-se á
família de Wild e abandona a caverna com eles. Posso garantir que, daqui em
diante, ele vai uma personagem super recorrente e divertida na história!
Sacrifícios
O grupo de
adversários apresentado neste capítulo era bastante superior ao nível do nosso
grupo protagonista. Portanto, eles não tinham como vencer. Mesmo que Susan
desse tudo de si, era impossível todos eles entrarem no combate, sem
prejudicarem a segurança de Wild.
No final,
George é quem reconhece a força do grupo de Machoke e Rhydon e levanta a
bandeira branca, desistindo do abrigo da sua família. Um sacrifício que fora
tomado, em nome de todo o grupo, mas para um bem maior: a segurança de Wild.
É bem visível
a importância que esta criança tem para estes Pokémon. Tudo o que eles querem é
mante-la em segurança, afinal, eles são uma família.
Capítulo 3
No próximo
capítulo, iremos conhecer o Wild de cinco anos! Como é que o grupo sobreviveu
depois de sair da caverna? E o que será que acontece quando o rapaz sai, pela
primeira vez, à descoberta pela Wild Area? Novos desafios vêm a caminho!
É tudo,
por agora! Obrigado por lerem e até à próxima!
Wild | Capítulo 2
Capítulo 2 - Ma-mã...
A tempestade
continuava a assombrar a Wild Area, acompanhada pelas chuvas e os ventos
fortes, os relâmpagos assustadores e o nevoeiro infinito. As árvores e os
arbustos abanavam violentamente e de vez em quando era possível ouvirem-se
grunhidos de alguns Pokémon. Ao longe, as águas dos lagos e dos riachos corriam
descontroladamente, começando a provocar acidentes para as criaturas que viviam
naquelas áreas. A única solução era procurar um bom abrigo e esperar que a
tempestade passasse.
Dentro de
uma gruta, no interior de uma das várias montanhas que rodeavam a Wild Area,
encontravam-se Wild, Susan, George e Tommy. Ali nem a água ou o vento entravam.
Ainda era possível ouvir-se alguns relâmpagos de vez em quando, mas todos
sabiam que aquela caverna os mantinha em segurança. Por essa razão, decidiram
manter-se ali até a tempestade terminar. No entanto, por se revelar um bom
local de abrigo, os três Pokémon decidiram prolongar a sua estadia por mais
alguns dias, que lentamente se foram transformando em semanas, chegando até
vários meses.
O interior
da gruta era composto de rochas, areia e alguns lagos. Com o passar do tempo,
os três Pokémon foram adaptando aquele local às suas necessidades. A pequena
Caterpie revestia algumas pedras com a sua seda, criando camas para os seus
companheiros de viagem e para o pequeno Wild, que crescia a cada novo dia. Stufful
saía de vez em quando e trazia algumas folhas, ramos, ou outros objetos
abandonados por treinadores e que eles podiam usar para as suas necessidades.
Já Snover, saía diariamente, procurando por comida nos vários arbustos e
árvores daquela área.
Wild era,
sem dúvida, a prioridade dos três Pokémon. Por ser tão frágil e necessitar de
tanta atenção e cuidado, ficou acordado que o menino não poderia abandonar o
interior da caverna sozinho e sem proteção. Com o passar do tempo, a criança
foi criando uma estranha relação com aquelas criaturas, que o ajudavam a
sobreviver diariamente. Às vezes, parecia mesmo que ela conseguia ouvir e
perceber as suas conversas, graças às reações que revelava. Quando Susan lhe
falava, a criança sorria, como se estivesse a ouvir a sua própria mãe a
contar-lhe uma história. Nos momentos em que George o abraçava e lhe pegava ao
colo, o menino acalmava-se e mostrava um certo respeito, como se aquele pequeno
panda fosse o seu pai. E quando Tommy voltava com bagas e novidades sobre o
mundo exterior, ele ria-se, como se estivesse a divertir-se com um irmão mais
velho.
No entanto,
o sossego e a paz que a caverna parecia oferecer aos quatro habitantes, transformou-se
radicalmente numa tarde de um dia ensolarado. Susan brincava alegremente com o
menino, que permanecia deitado no seu berço improvisado, quando uma simples
palavra se fez ouvir por toda a caverna.
- Ma-mã…
O som saiu
da pequena boca de Wild, que encarava Susan alegremente. A lagarta estremeceu
ao ouvir aquela palavra tão poderosa e rapidamente os seus olhos se encheram de
lágrimas. Wild não tinha apenas dito a sua primeira palavra, como tinha chamado
Susan de sua mãe. Talvez ela estivesse realmente a fazer um papel de mãe para
ele a considerar como tal. Naquele momento, a pequena Pokémon sentia algo que
nunca sentira antes. Nem ela conseguia explicar o que era aquilo.
George e
Tommy, que brincavam junto dos dois, aproximaram-se, igualmente surpreendidos.
- O pequeno
falou? – perguntou Tommy, colocando-se ao lado de Susan.
- S-Sim! –
exclamou a lagarta, emocionada.
- Ele acha
que tu és a mãe dele? – George mostrava-se confuso.
- É apenas
uma criança… - murmurou Tommy, encarando o menino que agora aparentava ter um
ano. – Aos olhos dele, a Susan é a sua mãe. Ela cuida dele e ama-o
incondicionalmente. Não interessa se ela é um Pokémon. – explicou. – Pois não,
Wild?
Snover
passou a sua mão pela nuca do menino, que sorriu em resposta. Dos três, Tommy
era quem mantinha uma relação mais distante do humano. Inicialmente, não
percebia como três Pokémon poderiam ser responsáveis por um recém-nascido, mas,
pouco a pouco, foi percebendo que não seria assim tão difícil. E, para além
disso, Wild era uma criança bem-comportada e bastante sorridente, o que
despertava a atenção de qualquer um. Até mesmo dos mais céticos, como Tommy.
Os três
Pokémon rapidamente se juntaram e celebraram, juntamente com o pequeno Wild.
Formaram uma roda e começaram a dançar e a cantarolar, enquanto, vez a vez,
pegavam no menino ao colo e o rodopiavam no ar. Wild ria. Estava alegre e feliz
com a sua família.
Com toda a
distração, nenhum deles se apercebeu que uma criatura saltitante se aproximava
da entrada da caverna.
- Boa tarde.
– afirmou, educadamente. – O meu nome é Peter e eu venho em nome dos meus
companheiros.
Susan,
George e Tommy, que segurava Wild nos seus braços, viraram-se repentinamente para
a entrada da caverna. Ao longe, conseguiam ver o vulto de um pequeno coelho a
aproximar-se deles. O Pokémon era revestido por um pelo cinzento, com alguns
apontamentos acastanhados à volta do pescoço, na ponta das orelhas gigantes e
dos pés. Os seus olhos eram grandes e pretos.
George deu
alguns passos em frente, tomando o controlo da situação. Era a primeira vez, em
muito tempo, que algum Pokémon entrava naquela caverna. Até então, só eles ali
habitavam.
- Olá Peter.
– saudou o pequeno panda. – O meu nome é George. Em que te posso ajudar?
- Olá George!
– Peter sorriu, amigável. – Em nome dos meus companheiros, venho avisar que,
dentro de breves momentos, iremos invadir esta caverna, a que vocês chamam de
lar. – afirmou, de forma simples, como se estivesse a falar de um assunto
completamente normal. – Eu, o grande explorador Peter, já vos observo há algum
tempo. – disse orgulhoso. – Vejo-vos a entrar e a sair daqui todos os dias. Sei
todas as vossas rotinas diárias. Portanto, por favor, rendam-se e abandonem o local,
o mais rápido possível, de forma a evitar conflitos. Posso-vos garantir que,
caso permaneçam, não conseguirão vencer contra os meus companheiros.
- Peço
desculpa, mas onde é que bateste com a cabeça mesmo?! – Susan aproximava-se de
George, ficando de frente para o coelho.
- Senhora,
eu não…
- O meu nome
é Susan! – interrompeu a lagarta. – E nem eu ou a minha família vamos sair
daqui! – exclamou.
- Eu peço
desculpa, eu estou apenas a cumprir ordens…
- Não quero
ouvir as tuas desculpas para nada! – o tom de voz de Susan era cada vez mais
ameaçador. – Nós temos um bebé connosco, sabias disso?!
Peter
pareceu confuso. Enquanto observava o grupo, no exterior da caverna, apenas
avistara os três Pokémon. Segundo a sua investigação, não havia nenhum quarto
elemento. Mas, naquele momento, ele podia ver, nos braços de Snover, uma
criança que o observava sorridente. Os seus olhos claros observavam o pequeno
coelho curiosamente. Wild nunca tinha visto aquele Pokémon antes.
- Por
Arceus! – exclamou Peter, surpreendendo-se com a presença de uma criança
naquele local. – Mas… como?
- Não é da
tua conta. – respondeu Susan friamente.
- Querida,
talvez possamos resolver as coisas a bem… - murmurou George pensativo. – Ele
chama-se Wild.
Bunnelby
aproximava-se calmamente de Tommy, que continuava a segurar Wild com todo o
cuidado, mas, antes que pudesse dar mais algum passo, o instinto de mãe de
Susan parou-o.
- Nem mais
um passo. – disse de forma autoritária, fazendo com que Peter parasse no exato
local onde se encontrava. – Vais dar meia volta e sair por onde entraste. Vais
ter com os teus amiguinhos e dizer que, afinal, este não é um bom local para
vocês habitarem.
Caterpie não
era um Pokémon do tipo fogo, mas, naquele momento, o seu corpo fervelhava. Quem
quer que tentasse ameaçar a sua família, principalmente Wild, que ela cuidara
durante tanto tempo, teria de passar por cima dela primeiro. Para além disso,
não estava pronta para desistir daquela caverna que os abrigou durante tanto
tempo, assim tão facilmente.
- Eu temo
que seja tarde demais…
A voz de
Peter fez-se ouvir quando um grupo de Pokémon entrava caverna adentro. O grupo
era constituído por vários Pokémon de duas espécies distintas, sendo cada uma
delas controlada pelo seu líder. De um lado, três Machop eram liderados por um
Machoke e do outro, uma família de três Rhyhorn era liderada por um Rhydon.
Enquanto os
Machop eram pequenos e com um corpo musculado e acinzentado, o Machoke
apresentava o dobro do tamanho e o dobro dos músculos, sendo que na cintura
segurava um cinto de combate. Do outro lado, os Rhyhorn assemelhavam-se a
rinocerontes, apoiando-se nas suas quatro patas, com o seu corpo revestido de
pedra cinzenta e, no topo da sua cabeça, seguravam um corno pontiagudo. Já
Rhydon segurava-se nas duas patas traseiras e apresentava um corno e uma cauda
mais desenvolvidos.
Os oito
Pokémon não mostravam cara de bons amigos e quer Susan, George ou Tommy
estremeceram com o seu surgimento. Não imaginaram que o grupo de um pequeno
Bunnelby fosse constituído por Pokémon tão ameaçadores como aqueles.
- Pessoal…
chegaram! – exclamou Bunnelby nervoso, saltitando até ao grupo. – Ouçam, nós
não podemos ficar aqui… vejam! Eles têm um pequeno bebé para cuidarem!
- E isso é
problema meu? – o Machoke falou, deixando-se rir.
- Tu
disseste que este era o local perfeito para estabelecermos a nossa nova casa. –
afirmou Rhydon. – Eles têm de sair, a bem ou a mal.
- Vá lá,
pessoal… nós podemos encontrar outro sítio para…
Antes que
pudesse dizer mais alguma coisa, Bunnelby fora atingindo por um poderoso Karate
Chop de Machoke. O pequeno coelho foi lançando contra as paredes de rochas
da gruta, caindo no chão desmaiado. Caterpie, Stufful e Snover estremeceram. Se
eles eram capazes de atacar Bunnelby, que supostamente era seu companheiro,
daquela maneira, então eles nem queriam imaginar o que podiam fazer com eles. O
pequeno panda correu, numa tentativa de socorrer o coelho ferido.
- Nós não
vamos sair daqui! – exclamou Susan.
Machoke e
Rhydon, acompanhados dos mais novos, riram-se. Uma pequena lagarta, como
àquela, nunca seria capaz de vencer àqueles gigantes indestrutíveis.
- Isso é o
que nós vamos ver, pequena.
Rhydon
lançou-se na direção de Caterpie, atingindo-a com um forte Horn Attack.
Graças ao impacto, a lagarta foi arrastada pelo chão, batendo contra uma das
paredes da caverna. Wild estremeceu ao ver a Pokémon naquela situação.
- Susan! –
George e Tommy gritaram aflitos.
- Eles estão
a lutar pela família deles. – murmurou, enquanto se levantava, no meio da
poeira, com dificuldade. – E eu pela minha!
Caterpie
rastejou até ao gigante corpo de Rhydon, preparando-se para disparar um Tackle,
mas a lagarta foi impedida pelo próprio adversário. Com um Rock Throw, o
rinoceronte arremessou uma pedra contra o corpo da lagarta, voltando a
projetá-la contra uma das paredes da caverna. Desta vez, o impacto parecia ser
mais forte. Caterpie deslizou pelas rochas pontiagudas e caiu sobre o chão de
terra, com os olhos fechados.
Stufful e
Snover permaneciam petrificados, admirados com a força e a coragem da sua
companheira. Determinada a defender os seus amigos, e principalmente Wild,
Susan parecia não querer desistir. Mesmo que ela própria soubesse que era
praticamente impossível vencer todos aqueles Pokémon.
Reunindo
todas as suas forças, o corpo de Susan começou a emitir um brilho ofuscante. A
pela da lagarta dava agora lugar a uma carapaça dura e verde, com uns grandes
olhos pretos.
- Ma-mã? –
murmurou Wild confuso.
- Uma
Metapod! – exclamou Snover surpreendido. – A Susan evoluiu!
George,
Tommy e até mesmo Peter, que acordara devido a todo o brilho causado por Susan,
pareciam entusiasmados e surpreendidos com aquele acontecimento. Machoke e
Rhydon, acompanhados pelas suas famílias, permaneciam em silêncio, prontos para
atacarem de novo. No entanto, Susan permanecia silenciosa. Parecia pensativa.
- Oh não! –
gritou, chateada. – Isto não me pode estar a acontecer agora!
- Querida? –
George estava confuso.
- Não me
chames isso! – reclamou. – Já viste o meu estado?! Eu não posso fazer nada
agora! Não me posso mexer! Não posso combater mais!
Machoke e
Rhydon, acompanhados pelos Machop e Rhyhorn riram-se daquela situação. De
facto, na sua nova forma, Susan não era capaz de se mover. E os poucos ataques
que poderia fazer, pouco ou nenhum efeito teriam sobre os seus adversários. A
Pokémon parecia perdida e desesperada, ao ver Rhydon disparado na sua direção,
preparando-se para a atacar com um forte Crunch.
- Não! Por
favor! Chega!
A voz de
George soou por toda a caverna. Rhydon congelou, mesmo em frente ao corpo de
Susan, que a única coisa que fazia era encarar tudo à sua volta, sem
contra-atacar como resposta. O rinoceronte rodou a sua cabeça na direção de
Stufful, que suava de nervosismo.
- Nós vamos
embora. Vocês podem ficar aqui. – murmurou.
- O quê?! –
Tommy parecia não entender as palavras do amigo.
- Não podes
fazer isso! – gritou Susan, revoltada. – Não podes desistir! Nós não somos
fracos!
- Susan,
acabou! – agora era George quem parecia alterado. O panda encostou o corpo de
Bunnelby contra a parede fria da gruta e correu até Metapod. – Achas que eu vou
deixar que eles te façam mal? Nem pensar nisso.
- Mas para
onde iremos? – os olhos de Susan começavam a encher-se de lágrimas. – Foi aqui
que passámos os últimos tempos… foi aqui que o Wild passou o seu primeiro ano
de vida.
- Nós não
podemos continuar aqui. Não é seguro, nem para nós, nem para o Wild! – explicou
o panda. – Nós nunca os iríamos vencer… - confessou, baixando a cabeça. – Mas
precisamos de admitir isso se queremos continuar vivos. Se queres continuar a
tomar conta do Wild, esta é a melhor escolha a fazer.
- E nós
podemos encontrar outro sítio para vivermos. – apoiou Tommy, segurando Wild
contra o seu corpo. – Já começava a estar farto desta caverna, de qualquer das
maneiras.
- E eu posso
ajudar! – exclamou Bunnelby, aproximando-se do grupo. – Se quiserem…
O grupo de
Machoke e Rhydon entreolhou-se.
- Vais
deixar-nos? – Machoke perguntou.
- Sim. –
Bunnelby encolheu os ombros, como se a resposta fosse óbvia.
- Porquê? –
Rhydon parecia confuso.
- Vocês não
me tratam bem. – choramingou o coelho. – Na verdade, não tratam ninguém. E
acham normal andar por aí a tirar Pokémon das suas casas. E desta vez, existe
um bebé! – exclamou, apontando para Wild que o ouvia em silêncio. – Já olharam
bem para ele? É tão fofinho!
- Realmente…
- murmurou Rhydon, recebendo uma cotovelada de Machoke.
- Podes vir
connosco. – Susan interveio. – Provaste ser um bom aliado. Serás bem-vindo.
- Se fores,
nunca mais poderás voltar. – afirmou Machoke prontamente.
-
Peter
calou-se por alguns instantes e parou para pensar. De um lado, um grupo de
Pokémon que ele conhecia por atacar os habitantes da Wild Area e que o usavam
constantemente, do outro, uma família que acolhera uma criança, mesmo sem ter a
obrigação disso. Peter sempre soube que era maltratado por Machoke e Rhydon por
não ser da sua espécie. Em contrapartida, Metapod, Stufful e Snover eram todos
Pokémon de diferentes espécies e todos se aceitavam e respeitavam uns aos
outros. Eles até cuidavam de um ser humano!
- Eu acho
que devemos seguir caminhos separados. – afirmou, dirigindo-se para o grupo de
Machoke e Rhydon. – Quero crescer. E não o posso fazer com vocês, que me
rejeitam constantemente. Eu quero ser aceite, tal como sou, como eles fazem.
Bunnelby
saltitou na direção de Susan, George e Tommy que o observavam atentamente.
Wild, que permanecia no colo de Snover, esboçou um sorriso, dando as boas
vindas ao novo amigo.
- Vamos sair
daqui.
Pegando em
Metapod ao colo, Stufful tomou a liderança do grupo e caminhou na direção da
saída da caverna, sendo acompanhado por Snover, que segurava Wild nos seus
braços, e Bunnelby saltitante. Susan lançou um olhar ameaçador ao grupo
responsável por toda aquela confusão. Graças a eles, a sua família não tinha
casa e Wild não tinha a mínima proteção possível. Estavam vulneráveis. Mas,
agora, tinham entre si um novo elemento do grupo para os ajudar a reconstruir
um lar em segurança.
No exterior
da caverna, o grupo foi iluminado pelos raios de sol dourados, que agora se
escondiam atrás das montanhas de Galar. Wild sorriu, sentindo a luz e o calor
na sua cara. Sentia-se feliz ao redor da sua família de Pokémon. Aquele podia
ser o fim de um velho ciclo, mas era o início de um novo.
Nintendo revela novos Pokémon e funcionalidades de Galar
No dia 4 de setembro, a emissão da
Nintendo Direct trouxe várias novidades sobre os novos jogos que estão por vir,
incluindo os tão falados Pokémon Sword e Pokémon Shield. Durante o evento, foram
reveladas novas informações, incluindo dois novos Pokémon.
Novos Pokémon
Cramorant
é um Pokémon do tipo voador e água. No que toca à comida, ele tenta
engolir tudo o que conseguir. Por vezes engole coisas indesejadas, cuspindo-as
rapidamente assim que percebe o seu erro. Apesar de ser uma criatura esquecida,
este Pokémon nunca se esquece do seu treinador.
![]() |
| Cramorant. |
A nova
habilidade de Cramorant, Gulp Missile, faz com que, após a
utilização da técnica Surf ou a Dive, o Pokémon volte à superfície
com uma presa na boca. Caso sofra danos enquanto estiver neste estado, Cramorant
irá retaliar cuspindo a sua presa contra o atacante.
![]() |
| Cramorant usando a sua habilidade, Gulp Missile. |
Polteageist
é um Pokémon do tipo fantasma. Muitos Polteageist habitam em hotéis e
restaurantes, disfarçando-se e escondendo-se entre o serviço de mesa. Conseguem
transferir os seus poderes para os restos de chá e criar ainda mais da sua
espécie, sendo frequentemente tratados como pragas. O corpo do Polteageist é composto
por chá preto e diz-se possuir um aroma e um sabor muito característicos. Só um
treinador em quem confie poderá provar o seu chá. No entanto, a ingestão
excessiva deste pode causar uma indigestão ou problemas de estômago.
League Card
Em Galar, os treinadores podem criar
os seus próprios League Cards. Estas cartas fornecem informações detalhadas
sobre o jogador e são trocadas e distribuídas por toda a região. Para utilizar esta
funcionalidade, basta ir até ao Card Maker do Rotomi para personalizar a
sua carta pessoal.
Personalização do jogador
Durante a
jornada, o jogador irá encontrar lojas de roupa e salões de cabeleireiro. Ao
visitá-los, poderá comprar roupas novas ou mudar o penteado para renovar o visual.
Existem muitas opções de vestuário, penteados e até mesmo de maquilhagem – não te
esqueças de experimentar nenhuma combinação!
Surprise Trade
Uma das
funcionalidades disponíveis no menu do Y-Comm é o Surprise Trade. Aqui,
o jogador pode selecionar o Pokémon que pretende trocar a partir das suas Boxes
e ser-lhe-á atribuído automaticamente um parceiro de troca, à medida que
continua a sua aventura.
![]() |
| O jogo irá continuar a tentar encontrar um parceiro de troca, mesmo enquanto o jogador esitver a participar em combates ou outras atividades. |
Se o jogador
estiver ligado à Internet, poderá efetuar estas trocas com outros jogadores de
todo o mundo. Se estiver a utilizar uma ligação local, poderá fazer uma troca
com alguém que esteja perto de si. O jogador só saberá que Pokémon vai
receber em troca do seu, quando o vir. Em casos de sorte, pode até receber
um Pokémon raro.
Pokémon Camp
O
jogador poderá desfrutar de um momento de tranquilidade e diversão com os seus Pokémon,
através do Pokémon Camp. Pode vigiar de perto os seus Pokémon enquanto
se divertem a acampar ou brincam uns com os outros, e também poderá vir a descobrir
uma nova faceta deles que não vê habitualmente.
No Pokémon Camp, o jogador poderá
fazer alguns dos Curries maravilhosos e muito populares da região de
Galar. O Curry é um prato com uma imensa variedade: o treinador poderá criá-los
de vários sabores diferentes, dependendo dos ingredientes e Berries que decidir
colocar na panela.
![]() |
| Ilustração de Pokémon Camp. |
A baixo fica o trailer lançando, onde estas novidades podem ser conferidas.
Fonte:
Nintendo Direct, Pokémon Oficial
O que acharam das novidades? Eu confesso que estava à espera de mais... e os Pokémon revelados também não me chamaram muito à atenção, mas espero que para a próxima tenhamos um anúncio mais detalhado!
Wild | Personagem - Tommy
Espécie: Abomasnow
Género: Masculino
Tipo: Erva | Gelo
Habilidade: Soundproof
Natureza: Serious
Primeira aparição:
História:
Tommy é um Aboasnow que, em conjunto com Susan e George, decide acolher Wild.
É, sem dúvida alguma, o mais racional, inteligente e cético do grupo. A maior parte das vezes, pode ser encontrado a ler livros ou a fazer investigações.
Após seguir Wild e Peter na sua saída noturna secreta até uma torre de vigia abandonada, o irmão mais velho do rapaz acaba por evoluir ao defendê-lo de um Golurk.
É, sem dúvida alguma, o mais racional, inteligente e cético do grupo. A maior parte das vezes, pode ser encontrado a ler livros ou a fazer investigações.
Após seguir Wild e Peter na sua saída noturna secreta até uma torre de vigia abandonada, o irmão mais velho do rapaz acaba por evoluir ao defendê-lo de um Golurk.
Frases marcantes:
"Nós somos simples Pokémon." - Capítulo 1
"O pequeno falou?" - Capítulo 2
"Eu sabia que não vos devia ter contado a história sobre esta magnífica torre…" - Capítulo 6
"Não se pode mudar o que está feito." - Capítulo 6
"Tens o meu apoio, irmãozinho." - Capítulo 10
Wild | Personagem - George
Nome: George
Espécie: Bewear
Género: Masculino
Tipo: Normal | Lutador
Habilidade: Fluffy
Natureza: Careful
História:
George é um Bewear que, em conjunto com Susan e Tommy, decide acolher Wild.
Considerado como o homem da família, George protege aqueles de quem mais gosta dando-lhes carinho e atenção.
Considerado como o homem da família, George protege aqueles de quem mais gosta dando-lhes carinho e atenção.
Com a ajuda da sua companheira Susan, George promete manter Wild em segurança, ajudando-o a sobreviver e a crescer no meio da gigantesca e misteriosa Wild Area.
George evoluiu de Stufful para Bewear na tentativa de proteger Wild, Peter e Rory, combatendo contra um Tyranitar selvagem, que acabou por ser derrotado com a ajuda de Tommy, provando assim a força dos dois Pokémon.
George evoluiu de Stufful para Bewear na tentativa de proteger Wild, Peter e Rory, combatendo contra um Tyranitar selvagem, que acabou por ser derrotado com a ajuda de Tommy, provando assim a força dos dois Pokémon.
Frases marcantes:
"(...) parece que afinal tenho jeito para os humanos." - Capítulo 1
"Achas que eu vou deixar que eles te façam mal? Nem pensar nisso." - Capítulo 2
"Quando estamos ocupados e rodeados de pessoas que gostamos nem vemos o tempo passar." - Capítulo 3
"Todos nós fazemos sacrifícios, diariamente, para que, como família, possamos funcionar de forma correta e saudável para o benefício de todos." - Capítulo 7
Wild | Personagem - Susan
Nome: Susan
Espécie: Butterfree
Género: Feminino
Tipo: Inseto
Habilidade: Shield Dust
Natureza: Brave
História:
Susan é uma Butterfree que, em conjunto com George e Tommy, decide acolher Wild.
A mulher da família é responsável, forte e corajosa, capaz de enfrentar qualquer ameaça que ponha em perigo a segurança daqueles com quem ela se preocupa.
A mulher da família é responsável, forte e corajosa, capaz de enfrentar qualquer ameaça que ponha em perigo a segurança daqueles com quem ela se preocupa.
Com a ajuda do seu companheiro George, Susan promete manter Wild em segurança, ajudando-o a sobreviver e a crescer no meio da gigantesca e misteriosa Wild Area.
Enquanto tenta proteger a sua família do grupo de Rhydon e Machoke, Susan acaba por evoluir, passando de uma Caterpie para um Metapod. Infelizmente, a mulher não é grande admiradora desta sua nova forma, o que levanta alguns problemas e desafios pessoais.
É durante o ataque de Nate, que fere gravemente Wild, que Susan atinge a sua forma final e se transforma numa Butterfree destemida, capaz de vencer o seu adversário e salvar o seu lar e a sua família.
Enquanto tenta proteger a sua família do grupo de Rhydon e Machoke, Susan acaba por evoluir, passando de uma Caterpie para um Metapod. Infelizmente, a mulher não é grande admiradora desta sua nova forma, o que levanta alguns problemas e desafios pessoais.
É durante o ataque de Nate, que fere gravemente Wild, que Susan atinge a sua forma final e se transforma numa Butterfree destemida, capaz de vencer o seu adversário e salvar o seu lar e a sua família.
Frases marcantes:
"(...) nós temos de ajudar esta criança." - Capítulo 1
"Não podes desistir! Nós não somos fracos!" - Capítulo 2
"Sem ti isto era impossível." - Capítulo 3
"Tu não imaginas o quanto eu te amo." - Capítulo 3
"Não te metas com a minha família!" - Capítulo 4
"(...) quem se mete com um de nós mete-se com todos os outros!" - Capítulo 4
"Nós aceitamos-te de qualquer maneira." - Capítulo 8
"(...) teremos que simplesmente confiar no destino." - Capítulo 10
"Somos todos uns felizardos por nos termos uns aos outros!" - Capítulo 10












































