Último trailer de Pokémon Sword e Pokémon Shield
No dia 11 de novembro, o site
oficial de Pokémon Sword e Pokémon Shield foi atualizado com um novo e,
provavelmente, último trailer antes do lançamento dos novos títulos.
O vídeo disponibilizado mostra cenas
e informações já conhecidas do público e revela novos Pokémon, que ainda não
foram devidamente apresentados.
Fonte:
Pokémon Oficial
Já têm as vossas cópias pré-compradas?
Está na hora de começar a aventura por Galar!
Wild | Capítulo 6 - Notas do Autor
Olá aventureiros!
Bem-vindos a “Wild”, uma magnífica
história onde um pequeno ser humano é acolhido por um grupo de Pokémon
selvagens que desafiam as barreiras da amizade e do amor.
Neste segmento mais informal, falo
sobre os temas de cada capítulo, revelo várias curiosidades e levanto algumas
suposições para o capítulo seguinte.
Torre de vigia
Esta foi,
provavelmente, a ideia mais aleatória, mas significativa, que eu já tive. Esta
torre de vigia, localizada na Wild Area, simboliza imensas coisas. Guerra,
luta, sangue, desespero, aventura e ação. E, ao longo do capítulo, conseguimos
perceber e distinguir todas essas ideias.
Este
capítulo marca um ponto de viragem na história de Wild e a esta torre de vigia
é o símbolo disso. A partir de agora, o rapaz percebe que, de facto, todos
os seus atos têm repercussões no mundo à sua volta. E se ele os faz, tem de
se responsabilizar por eles.
Para além
disso, acho que este local pode vir a ser explorado mais tarde, de
várias formas distintas…
Wild e Peter
A amizade
dos dois cresce cada vez mais, e este plano maluco é a prova disso. Os dois
acreditam realmente que podem enfrentar um local desconhecido e Pokémon nunca
antes vistos juntos! Se isso não é uma grande prova de amizade, então não sei!
Chamo a
atenção para a cena do quarto, onde os dois têm reações completamente
distintas. Wild, com a sua ingenuidade, não percebe o significado de todo
aquele sangue no chão, mas Peter, pelo contrário, percebe e mostra-se afetado
com isso. A forma como entramos na sua mente e percebemos a sua perspetiva
sobre o mundo à sua volta é também bastante interessante e dá que pensar! Pode
não parecer, mas Peter é realmente um Pokémon inteligente e astuto.
Wild, por
sua vez, aprendeu da pior maneira como os seus planos afetam aqueles à sua
volta.
Tommy
Sendo
referido ao longo de todo o capítulo como o “impulsionador” para o
acontecimento desta investigação, Tommy revela-se quando o grupo mais precisa
de si. Ele não só ajuda o seu irmão mais novo, como também evolui! E, para além
disso, dá-lhe uma grande lição de vida. No fundo, parece que todos temos alguma
coisa a aprender com Tommy, não?
Capítulo 7
Quais serão
as consequências de Wild e Peter após este incidente? E o que acontece quando
os habitantes do lago da Wild Area são atacados? Parece que várias caras
familiares estarão de volta no próximo capítulo…
Obrigado
por continuarem a acompanhar as aventuras de Wild! Até ao próximo capítulo!
Wild | Capítulo 6
Capítulo 6 - Não se pode mudar o que está feito
Bunnelby
saltou na direção de Duskull, atacando-o com Quick Attack, no entanto, o
Pokémon fantasma desvaneceu-se no ar. Era como se o ataque de Peter não tivesse
nenhum efeito sobre ele. Segundos depois, o seu corpo voltava a aparecer, desta
vez no lado oposto do quarto. O coelho voltou a correr na direção do
adversário, desta vez usando a técnica Double Slap, que, mais uma vez,
não mostrara nenhum efeito contra o fantasma.
Silêncio.
Já era noite e a maioria dos Pokémon que habitavam a Wild Area dormiam
calmamente. No topo de uma montanha, a majestosa casa de madeira estava
igualmente adormecida. Pelo menos, parecia. A verdade é que, no seu interior,
um rapaz permanecia acordado, sentado sobre a sua cama.
Wild
observava com atenção o quarto à sua volta, pensativo. Todos os membros da sua
família pareciam adormecidos. O menino sorriu.
-
Peter! – sussurrou. – Está na hora. Vamos!
O
Bunnelby adormecido na outra cama da divisão acordou rapidamente, revelando um
sorriso, tal como Wild fizera.
Naquele
momento, um dos maiores planos daquela dupla imparável entrava em ação. Aborrecidos
do seu dia-a-dia vulgar, Wild e Peter organizaram uma saída noturna secreta,
sem o conhecimento ou a autorização de nenhum membro da família. O plano
consistia em visitar uma torre de vigia abandonada da Wild Area, onde esperavam
poder encontrar Pokémon que nunca viram anteriormente. Os rapazes sabiam que
poderia ser arriscado, ou um pouco perigoso, mas os dois acreditavam que,
juntos, poderiam fazê-lo.
Em
silêncio, os dois abandonaram o seu quarto, desceram até ao piso inferior da
casa e saíram porta fora, tentando fazer o menor barulho possível.
-
Achas que alguém vai descobrir? – Wild perguntava, fechando o grande portão do
jardim atrás de si.
-
Espero que não. – respondeu Peter. - Fomos cuidadosos.
A
dupla começou então a caminhar pelos trilhos da Wild Area. Era a primeira vez
que o faziam durante a noite, o que era um pouco estranho, mas rapidamente se
adaptaram. Tentaram permanecer em silencio, para não acordarem nenhum Pokémon
selvagem, no entanto, graças a todo o entusiasmo que sentiam, era quase
impossível.
-
Mal posso esperar para conhecer novos Pokémon! – exclamava Wild enquanto
caminhava ao lado de Peter. – Que espécies de Pokémon achas que vamos
encontrar?
-
Não faço ideia. Eu nunca estive lá antes.
-
Eu sabia que nós tínhamos de visitar esta torre de vigia desde o dia em que o
Tommy nos falou dela. – admitiu o rapaz. – Parece tão fixe!
-
E é, com certeza.
-
O que achas que acontece se alguém descobrir o que fizemos?
Por
mais que Wild quisesse ser rebelde ou aventureiro por apenas alguns momentos,
ele não podia deixar de sentir que estava a enganar toda a sua família. Por
outro lado, ele sabia perfeitamente que nem Susan ou George lhe dariam
permissão para fazer o que estava a fazer naquele momento. Talvez aquela fosse
a melhor solução. E, caso algo de mal acontecesse, ele sabia que era o
responsável. E ele assumiria a culpa até ao fim.
-
Talvez fiquemos de castigo. – murmurou Peter, pensativo. – Porquê? Estás
arrependido? – perguntou.
-
Acho que é demasiado tarde para isso.
Com
toda a conversa, os dois nem repararam que, naquele momento, se aproximavam do
local que eles tanto ansiavam. À sua frente, uma gigante torre construída de
pedra erguia-se. Parecia que não tinha fim, era demasiado alta para qualquer um
deles avistar o seu topo. As paredes eram preenchidas por várias janelas de
vidro, sendo que, muitas delas, estavam quebradas.
Os
dois entreolharam-se. Era impossível não sentir um pouco de nervosismo na presença
daquele monumento gigante. Na realidade, era uma torre de vigia bastante
antiga, que retornava a séculos atrás, época de uma das maiores guerras de todo
o mundo Pokémon, segundo o livro de Tommy.
-
Uau! – exclamou Wild, observando a torre à sua frente. – É enorme!
Peter
permanecia em silêncio, olhando atentamente aquele monumento. Em tantos anos de
exploração, ele nunca observara algo daquela dimensão ou importância. Nenhum
deles fazia ideia o que existia no seu interior, mas Bunnelby tinha a certeza
que teria de manter Wild em segurança. Afinal, naquele momento, eram só eles os
dois.
-
Não vamos perder mais tempo aqui fora. – disse. – Vamos entrar.
Peter
saiu na frente, sendo seguido pelo rapaz. O interior da torre era frio e
arrepiante. As suas paredes de pedra estavam nuas. A pouca mobília que existia
estava partida e espalhada por todo o lado. Parecia que uma tempestade tinha
passado por ali. Não uma, mas duas, três, ou até mais. Na realidade, aqueles
eram vestígios que permaneciam de uma guerra violenta e sangrenta.
O
canto da sala, que constituía o primeiro andar da torre, dava início a um lance
de escadas que continuava até ao topo do monumento.
-
É mesmo real… - murmurava Wild, observando com atenção tudo à sua volta.
-
Parece que os livros do Tommy não se enganam. – concordou Peter, caminhando na
direção das escadas. – Vamos continuar.
O
coelho começou a subir as escadas de pedra em forma de caracol, que pareciam
não ter fim à vista. O rapaz seguia-o em silêncio, mas sempre com um olhar
atento. Passaram por salas de vigia, rodeadas por janelas estilhaçadas, com
vista para o exterior. Em vários andares existiam alguns escritórios com papéis
espalhados por todo o lado. Noutro andar eram as casas de banho e os
balneários, onde os militares faziam a sua higiene, no entanto, agora, graças
ao seu abandono, estava ali instalado um cheiro horrível a esgoto. Nos últimos
andares, já perto do topo, era onde se encontravam vários quartos, com camas e
beliches de todos os tamanhos e feitios. Era ali que os militares descansavam,
quando as circunstâncias o permitiam.
A
dupla entrou num dos dormitórios. Os lençóis das camas estavam rasgados e
esvoaçavam no ar, graças à brisa que entrava na divisão através de uma janela
partida. No cimo de uma mesa permaneciam alguns livros cobertos de poeira
enquanto que, no chão, várias gotas de sangue seco se encaminhavam na direção
da janela. Wild não percebia muito bem o significado daquilo, mas Peter sabia
perfeitamente o que aquilo representava: o desespero e o final trágico de
alguém que não via nenhuma saída, para além da sua própria morte.
Peter
caminhou pelo quarto e arrastou o seu corpo até à beira da janela, observando a
paisagem daquela altura. As cidades longínquas marcavam presença com as suas
luzes brilhantes, no entanto, o resto da Wild Area ao seu redor parecia
totalmente adormecida. A natureza daquela zona selvagem contrastava imenso com
a realidade urbana das cidades em desenvolvimento à sua volta. Apesar de ser um
Pokémon, ele sabia que todo aquele crescimento urbanístico acontecia devido ao
aumento do capitalismo por todo o mundo. Ele ainda não percebera se aquilo era
algo bom ou mau, mas, por enquanto, gostaria de manter a sua distância daqueles
centros comerciais, onde os Pokémon eram vistos como simples mascotes de
entretenimento.
Peter
só despertou dos seus pensamentos quando os gritos de Wild se fizeram ouvir. O
Pokémon virou-se rapidamente, encontrando o pequeno rapaz a chorar, no chão,
sendo observado por uma criatura que levitava no ar. O seu corpo era coberto
por um robe escuro e, no rosto, a máscara de uma caveira assustava os seus
adversários. Aquele Pokémon era conhecido como Duskull.
-
Wild, não tenhas medo!
-
Peter… o que se passa? – Wild levantava-se do chão, limpando o seu rosto
molhado, confuso com o rumo daquele combate.
-
Acho que está na altura de voltarmos para casa.
-
Rápido! Antes que eu vos apanhe! – a voz de Duskull fez-se ouvir.
Peter
pegou na mão de Wild, saiu daquele quarto assombrado e começou a correr com o
rapaz, descendo o lance de escadas de pedra. A visita à torre estava dada como
cancelada. Ou, pelo menos, era isso que eles pensavam. O corpo de Duskull
apareceu à frente da dupla, surpreendendo Wild, que lançara mais um grito. O
Pokémon fantasma parecia decidido em continuar a perseguir os dois,
especialmente a criança indefesa.
-
Vai assustar outro! – gritou Peter.
-
Não me apetece! – riu o fantasma.
Várias
ondas de energia começaram a ser lançadas desde o corpo de Duskull até
Bunnelby, que caiu no chão atordoado. O pequeno coelho fora atingindo pela
técnica Pursuit.
-
Levanta-te, Peter! – exclamou o rapaz. – Se não podemos descer, subimos!
-
Acham mesmo que podem fugir? – Duskull gargalhava. – O guardião da torre é
invencível!
Agora
era Wild que pegava na mão de Bunnelby e o arrastava escadaria a cima,
ignorando por completo a voz de Duskull. O rapaz não sabia para onde se
dirigia, mas o que mais o preocupava agora era fugir daquele Pokémon assustador
e salvar o seu amigo.
Após
alguns minutos de corrida, a dupla alcançou o topo da torre, que era protegido
por uma porta de metal. O rapaz tentou empurra-la, mas parecia impossível. Era
demasiado pesada.
-
Afasta-te.
Peter
levantou-se, e esticou os seus braços, enquanto observava atentamente a porta à
sua frente. Depois de a encarar durante alguns segundos, lançou-se contra ela,
atingindo-a com as suas fortes orelhas. A porta abriu-se finalmente, provocando
um forte estrondo por toda a torre.
-
Vamos!
Wild
atravessou a porta de metal e deixou-se surpreender com aquele local. Era uma
espécie de terraço, mesmo no topo da torre. Ali, algumas bandeiras que ele
desconhecia eram erguidas e vários canhões apresentavam-se estragados devido à
sua ferrugem. Peter, ao seu lado, observava atentamente o local,
surpreendendo-se com uma grande figura que os encarava em silêncio. Aquele
Pokémon assemelhava-se a uma armadura gigante, com ombros fortes, mãos grandes
e pés achatados. O seu corpo era revestido por um tom torquesa, com alguns
apontamentos amarelos. O seu nome era Golurk, e naquele momento, a criatura não
parecia feliz com as suas visitas.
-
Quem se atreve a despertar o guardião desta torre de vigia?!
A
voz de Golurk impunha respeito a qualquer um. Wild e Peter encolheram-se,
agarrando-se um ao outro. Os dois amigos estavam encurralados. De um lado, um
Duskull perseguia-os, do outro, um gigante Golurk ameaçava-os.
-
Senhor guardião… o meu nome é Wild. – começou o rapaz. – Eu e o meu amigo,
Peter, estamos de passagem. Só queríamos explorar esta torre, sem causar
problemas a ninguém…
-
Silêncio! – cortou o Pokémon, aproximando-se a passos largos da dupla. O chão
parecia estremecer com os seus movimentos. – Ninguém vos autorizou a entrar
nesta propriedade. Correto?
-
Correto, senhor guardião. – acenou o rapaz, assustado.
-
Então porque haveria eu de ter misericórdia de vós? Intrusos! Invasores!
O
gigante Pokémon foi rodeado por uma aura amarela que envolveu todo o seu corpo.
Naquele segundo, o Pokémon reuniu toda a sua força na técnica Heavy Slam,
lançando-a contra Bunnelby, que foi projetado contra um dos pilares do terraço,
caindo no chão inconsciente.
Wild
estremeceu, assustado com a força bruta do Pokémon, que vencera o seu
companheiro com um só golpe.
-
Um de dois abatido. – disse, como se estivesse a transmitir uma mensagem ao seu
exército. – Continuar operação!
O
corpo de Golurk envolveu-se e começou a rolar pelo chão na direção de Wild. O
rapaz começou a correr, esquivando-se do Rollout do adversário, mas ele
sabia que não podia fugir para sempre. Podia escapar, saindo pela mesma porta
por onde entrou, mas não estava disposto a abandonar o seu companheiro de longa
data. Teria de enfrentar aquele Pokémon inevitavelmente. Pelo menos, era isso
que ele pensava, antes de ver um feixe de gelo voar por cima do seu corpo e
atingir Golurk em cheio. O Pokémon estremeceu e cancelou o ataque. Aquela
técnica, conhecida como Ice Shard, era super efetiva contra Pokémon da
espécie de Golurk e Wild sabia muito bem quem era o portador daquele ataque.
-
Tommy?
O
corpo de Snover revelava-se à porta do terraço da torre. O Pokémon parecia
cansado, mas não surpreendido.
-
Eu mesmo. – respondeu.
-
O que estás aqui a fazer?
-
Segui-vos, para vossa sorte. Eu sabia que não vos devia ter contado a história
sobre esta magnífica torre… - murmurou.
-
Podemos discutir isso depois? – Wild estava mais preocupado com o estado do seu
amigo. – O Peter foi atacado…
-
E a seguir vão ser vocês! – gritou Golurk, interrompendo a conversa.
-
Encontrei um Duskull pelo caminho… -
murmurou Tommy. – Já tratei dele e agora vou tratar de ti também! – disse,
virando-se para o corpo de Golurk, que se levantava do chão.
Um
novo feixe de gelo foi lançado na direção de Golurk, que se deixou atingir,
mais uma vez, pelo Ice Shard de Snover. O gigante rugiu, mas não
mostrava ares de cansaço. Felizmente, a proteção do seu corpo mantinha-o
protegido o suficiente. O Pokémon recuperou as suas energias e preparou-se para
o atacar o novo adversário.
O
punho de Golurk foi rodeado por uma energia de cor roxa, que parecia aumentar o
seu poder ao mesmo tempo que o Pokémon corria na direção de Snover. Este, na
tentativa de se esquivar, acabou por ser atingindo pelo potente Shadow Punch
de Golurk, caindo no chão ferido.
Talvez
o desafio de Tommy fosse mais difícil do que ele estava à espera. Mas ele não
estava disposto a desistir tão cedo. Levantou o seu corpo do chão de pedra e
ergueu o seu braço no ar, que começou a emitir um brilho verde. Era a sua nova
técnica, conhecida como Wood Hammer. Snover lançou-se na direção do
adversário e acertou-o em cheio, fazendo o seu corpo cambalear e cair no chão.
Golurk
observava surpreendido o rosto de Snover. O Pokémon estava admirado com a força
do seu adversário. E, por outro lado, Tommy mostrava-se também surpreendido com
o seu poder, que parecia aumentar cada vez mais. Naquele momento, o Pokémon
sentiu o seu corpo ser invadido por uma luz fluorescente, enquanto que os seus
membros aumentavam lentamente de tamanho. Agora, o seu corpo era coberto por um
pelo branco, à exceção das suas mãos e pés, cobertos de folhas verdes. Os seus
olhos roxos refletiam uma criatura abominável das neves. Tommy era agora um
Abomasnow.
-
Oh sim! – exclamava Wild. – O Tommy evoluiu!
-
Oh não… - murmurava Golurk, caído no chão.
Sem
perder mais tempo, Tommy voltou a erguer os seus braços, que desta vez se
iluminaram de uma cor azulada. O Pokémon recém-evoluído golpeou o seu
adversário com os dois punhos, deixando-o imediatamente inconsciente. Uma
técnica de gelo como Ice Punch era muito potente contra um Pokémon do
tipo terra como Golurk.
Abomasnow
levantou o seu olhar, encontrando Wild junto do corpo de Peter.
-
Obrigado. – murmurou o rapaz.
-
Obrigado eu… fizeste-me evoluir!
-
Tu estás… bem grande agora! – exclamou o menino.
Naquele
momento, Peter acordava. Esfregou os seus olhos, ainda um pouco atordoado, e
surpreendeu-se ao dar de caras com a nova forma de Tommy.
-
Wow! – gritou. – Que grandalhão!
-
Tu e eu temos que falar. – Tommy mostrava um ar mais sério. – De quem foi a
belíssima ideia de virem aqui parar?
-
O Peter não tem culpa. – interveio Wild. – A ideia foi minha. E o Peter veio comigo
porque é o único que me compreende.
-
O que é que tu queres dizer com isso?
-
O pai e a mãe são super protetores comigo… achas mesmo que eles me deixariam
estar aqui agora? – explicou. – E tu, Tommy, andas sempre agarrado aos livros e
ocupado com as tuas coisas…
-
Bem… eu não vejo nenhum livro aqui. – riu-se. – Portanto, acho que estás um
pouco enganado.
-
Então, como é que descobriste que nós estávamos aqui? – perguntava Peter,
enquanto se levantava calmamente.
-
O vosso quarto é mesmo ao lado do meu… e eu fiquei a ler até tarde e ouviu-vos
a saírem. – afirmou. – Decidi seguir-vos e ver o que andavam a tramar…
-
Ainda bem que o fizeste. – admitiu o coelho.
-
Mas o que fazemos agora? – perguntou Wild. – Nós invadimos a torre e nenhum
destes Pokémon pareceu contente com a nossa visita.
-
Não acho que o Duskull vá ser problema. – confessou Tommy. – Mas talvez este
Golurk…
-
O Duskull assustador disse que ele era uma espécie de guardião. - confessou
Peter. – De facto, ele agia como tal.
-
Será que ele nos vai procurar depois de acordar? – questionava Wild.
-
Eu acho que sei como resolver isto.
Tommy
aproximou-se do gigante corpo inconsciente de Golurk, caído no chão e lançou
uma forte rajada de gelo na sua direção. Icy Wind cobriu o corpo do
Pokémon, congelando-o por completo.
-
Talvez o sol derreta o gelo, mas isso irá demorar algum tempo. – murmurou.
-
Podemos fazer o mesmo com a porta. Ela estava bem trancada antes. – explicou
Peter.
Abomasnow
acenou com a cabeça e os outros dirigiram-se para a saída do terraço. Wild
observou uma última vez o corpo congelado de Golurk. Ele lamentava
profundamente que a sua aventura terminasse daquela maneira. Nunca tencionara
que um Pokémon inocente acabasse congelado por sua causa. Mas ele sabia que
aquela era a única solução para aquele problema.
De
volta ao interior da torre, os três amigos fecharam a porta e Tommy voltou a
usar o seu Icy Wind, congelando-a e dificultando ainda mais a sua
abertura.
-
Eu espero que mais ninguém cometa o mesmo erro que nós cometemos… - admitiu
Wild. – Eu nunca quis incomodar estes Pokémon.
-
Não se pode mudar o que está feito. – murmurou
Tommy. – Agora, acho que te devias preocupar com o que vais dizer à mãe e ao
pai. Aposto que, a esta altura, já deram pela nossa falta.
Wild
estremeceu. Um simples plano para visitar uma torre de vigia abandonada
virara-se completamente do avesso. Um Pokémon fora ferido, outro congelado, e o
seu irmão mais velho evoluíra a tentar protege-lo. Mas não havia como escapar
novamente da realidade. Ele tinha de se responsabilizar pelos seus atos. E era
isso que ele iria fazer, qualquer que fosse a consequência.
Novos itens e funcionalidades da 8ª geração
No dia 7 de
novembro, a Pokémon Company anunciou novas informações relativamente aos
jogos Pokémon Sword e Pokémon Shield, que chegarão dia 15 deste mês.
Estre as novidades podem-se encontrar novas funcionalidades e itens, o anúncio
da primeira competição de Galar e muito mais.
Agora, o
treinador poderá aceder às suas Pokémon Boxes em várias cidades e
instalações, ou mesmo quando estiver a viajar ou a explorar as ervas altas. Além
disso, poderá trocar os Pokémon da sua equipa sempre que desejar e experimentar
todo o tipo de Pokémon diferentes. Contudo, o jogador deve ter em atenção que
existem alguns locais, tais como as áreas das missões onde enfrenta os ginásios,
onde não terá acesso às suas Boxes.
![]() |
| Box Pokémon. |
Nos novos
jogos, existe a função "Autosave" para que o treinador possa
guardar automaticamente o seu jogo. Esta função irá guardar automaticamente o
progresso do jogador em várias fases da sua aventura. Esta função é ativada
automaticamente no início da aventura, mas pode ser desativada, caso o jogador
pretenda ter um maior controlo sobre quando o seu progresso no jogo é guardado.
Mesmo com a função "autosave" ativada, o jogo poderá ser guardado
manualmente, como se esta função estivesse desativada.
![]() |
| Quando o jogo estiver a ser guardado automaticamente, irá aparecer uma mensagem no canto superior direito do ecrã. |
Caso o
treinador tenha recebido um Pokémon sem nickname numa troca, poderá
agora atribuir-lhe um à sua escolha, mas apenas uma vez. Basta falar com o
homem que se encontra atrás do balcão do lado esquerdo, em qualquer Centro
Pokémon da região de Galar, e ele irá ajudá-lo.
Os Mints
são novos itens introduzidos nestes jogos. Estes itens irão afetar as
estatísticas dos Pokémon que têm maior probabilidade de aumentar mais
rapidamente que o habitual. Cada Pokémon tem uma Natureza e esta irá afetar as
estatísticas do Pokémon que têm maior probabilidade de aumentar mais
rapidamente ou lentamente do que o normal. A utilização de um Mint num Pokémon
parece alterar estes padrões de aumento das estatísticas. No entanto, a
Natureza de um Pokémon por si só não sofre quaisquer alterações, mesmo que
utilize um Mint.
As bebidas
nutritivas como o Protein e o Iron permitem aumentar os pontos base de um
Pokémon, que, por sua vez, ajudam a aumentar as estatísticas desse Pokémon. Até
agora, existia uma quantidade máxima de itens que podia ser utilizada num
Pokémon. Contudo, em Pokémon Sword e Pokémon Shield, o treinador poderá
aumentar os pontos base de um Pokémon utilizando apenas estes complementos.
Nas Max Raid
Battles, o jogador poderá encontrar Rare Candies de diferentes tamanhos
com distintos valores de Exp. Points.
Por vezes,
um Pokémon que tenha nascido de um ovo conhecerá movimentos invulgares chamados
Egg Moves. Estes Egg Moves são movimentos que um Pokémon, normalmente,
não conseguiria aprender através dos meios habituais, tais como subir de nível
ou utilizar TMs. Nestes jogos, se o jogador deixar dois Pokémon da mesma
espécie juntos na Pokémon Nursery, o Egg Move de um deles pode ser transferido
para o outro.
Foi também
revelada a primeira competição desta geração, intitulada “Galar Beginnings”,
que decorrerá entre 6 a 8 de dezembro. Na competição Galar Beginnings, o
jogador terá a oportunidade de tornar os seus Pokémon gigantescos através do
Dynamax - ou mesmo mudar a sua forma através do Gigantamax. Estes efeitos
permanecem apenas durante 3 jogadas por batalha, por isso devem ser utilizados
de forma sensata.
Por último,
foi revelado que entre os dias 15 de novembro e 1 de janeiro, os
jogadores terão uma maior probabilidade de encontrar o Gigantamax Butterfree
nas Max Raid Battles.
![]() |
| Gigantamax Butterfree. |
Durante este período, os jogadores de Pokémon Sword
também terão uma maior probabilidade de encontrar o Gigantamax Drednaw e
os jogadores de Pokémon Shield terão uma maior probabilidade de encontrar o Gigantamax
Corviknight.
![]() |
| Drednaw Gigantamax. |
![]() |
| Corviknight Gigantamax. |
Agora deixo
o novo trailer promocional, onde podem ser consultadas as novidades já citadas
em cima.
E então,
companheiros, o que acharam das novas informações? Calma, os jogos estão quase
aí!
Sondagem #3
Com
o lançamento cada vez mais próximo de Pokémon Sword e Pokémon Shield, os jogos
que vão dar início à 8ª geração da franquia Pokémon e o foco principal de
Aventuras em Galar, foi colocada a questão aos visitantes do blog, mas, afinal,
“O que te deixa mais ansioso para Pokémon Sword e Pokémon Shield?”.
Entre as cinco
respostas disponíveis, “Fazer novos amigos e rivais” conto com 0%
dos votos (0 votos), sendo seguindo por “Explorar a Wild Area” e “Experimentar
novas mecânicas: Dynamax, Gigantamax e Max Raid Battles” que contaram
apenas com, respetivamente, 9% dos votos (1 voto para cada). O segundo lugar foi
ocupado pela opção “Capturar novos Pokémon” que somou um total de 27,27%
dos votos (ou seja, 3 votos), mas a opção vencedora foi, de facto, “Conhecer
a região de Galar” com 54,55% dos votos (6 votos).
Parece que, com a
participação de 11 pessoas na sondagem, podemos concluir que os fãs de Pokémon
estão mais ansiosos por explorar a nova região inspirada no Reino Unido. Com
certeza, Galar terá imensos novos lugares para explorar e mistérios para
desvendar!
E vocês, companheiros? Quais são as
expectativas que têm para os novos jogos Pokémon Sword e Pokémon Shield! Não
deixem de comentar!
Novo trailer comercial é lançado
No dia
24 de outubro, a Pokémon Company partilhou um novo comercial dos jogos Pokémon
Sword e Pokémon Shield. Embora o vídeo não revele novas novidades, mostra Pokémon
de regiões e gerações distintas que se encontram no ambiente da Nintendo Switch.
Fonte:
Pokémon Company
Por
enquanto é tudo, pessoal! Ansiosos para dia 15 de novembro? Está cada vez mais
perto!
Wild | Personagem - Carol
Nome: Carol
Espécie: Milotic
Género: Feminino
Tipo: Água
Habilidade: Cute Charm
Natureza: Calm
Primeira aparição:
História:
Carol é uma Milotic que habita as calmas águas do imenso lago da Wild Area. A sua beleza, envolta por toda a harmonia, desperta imediatamente o interesse do jovem Wild, que descobre um novo sentimento, que nunca sentira antes.









































